Ontem, domingo, passeando pelo sul de Roma com destino ao Mercado Porta Portese, não pude deixar de fotografar esta placa no muro da ponte:
Caso seja um pouco difícil de ver, lá vai a placa da rua:
Não podia deixar de lhe fazer essa homenagem, priminho!!!!
Por falar no mercado de Porta Portese, vamos à dica.
É famosíssimo em Roma esse mercado. Na verdade, é um mercado ao ar livre que acontece aos domingos pela manhã: toda uma rua, longuíssima, é tomada por barracas que vendem de tudo a preços muito populares - de souvenires a casacos de couro, é possível comprar tudo. Lógico, não faltam nem aqueles famosos descascadores de verdudas e frutas!!!
Umas amigas compraram sapatos, bolsas, casacos... eu fui mais contida: meias e um xale de lã. Confesso ser meio fresca para essas compras de rua, não tenho paciência de remexer em pilhas de roupas a 2 euros cada peça.
Quem tem tempo em Roma, pode ir. Eu, pessoalmente, não acho necessário.
Cheguei às 9:30 e pouco depois das 10h já queria vazar dalí. Preferi tomar um café com muffins olhando o Rio Tibre.
Não posso fazer nada se nasci fina. kkkkkk...
Beijos.
Encurtando Distância
Uma conexão para dividir experiências, dicas, fotos e tudo mais com família, amigos e quem mais quiser... Enfim, diário de bordo da vida, dos lugares, das pessoas... estórias pra contar...
segunda-feira, 23 de abril de 2012
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Sexta-feira quanto???
Sexta-feira 13 - o mundo inteiro se enche de superstição, certo?
ERRADO.
Na Itália, não há nenhum problema. Aqui, o perigo ronda à porta é numa sexta-feira 17.
Va bene!
Ninguém na sala de aula entendeu a explicação do professor, porque do Brasil à França, da India à Austrália, e até na Tanzânia, hoje é dia de cruzar os dedos e rezar para não encontrar nenhum gato preto pelo caminho.
Allora, 13 ou 17, não importa - prefiro acreditar sempre na sorte. Um trevo de quatro folhas me agrada mais que um gato preto. Aliás, gato não me agrada em cor nenhuma...
E, pra todo mundo...
Beijos.
ERRADO.
Na Itália, não há nenhum problema. Aqui, o perigo ronda à porta é numa sexta-feira 17.
Va bene!
Ninguém na sala de aula entendeu a explicação do professor, porque do Brasil à França, da India à Austrália, e até na Tanzânia, hoje é dia de cruzar os dedos e rezar para não encontrar nenhum gato preto pelo caminho.
Allora, 13 ou 17, não importa - prefiro acreditar sempre na sorte. Um trevo de quatro folhas me agrada mais que um gato preto. Aliás, gato não me agrada em cor nenhuma...
E, pra todo mundo...
Beijos.
terça-feira, 10 de abril de 2012
Basílica Santa Maria degli Angeli e dei Martiri
A Piazza della Repubblica é uma das mais belas de Roma, fica vizinha a Estação Termini e é uma convergência de outras importantes ruas e avenidas, inclusive a Via Nazionale, famosa por suas lojas de roupas e sapatos, tanto grifes caras quanto alguns outlets, mas também pelos teatros, como o Teatro dell’Opera e o Eliseo, ou museus, como Palazzo dell' Esposizioni, que agora abriga uma mostra do Guggenheim de Nova York. Em plena praça há uma estação de metrô que leva seu nome e uma das mais diferentes igrejas de Roma: a Santa Maria degli Angeli e dei Martiri.
Por fora, não parece uma igreja, uma basílica – mas, normalmente, as basílicas de Roma não parecem ser o que são. Interessante que esta basílica não foi sempre uma igreja (tudo bem, basílica é basílica, igreja é igreja, mas vamos simplificar e chamar tudo de igreja, porque não tem nenhum romano por perto para me dar um puxão de orelha seguido de uma aula de história religiosa e arquitetônica). Na verdade, ela foi construída por ordem do Imperador Maximiano para ser um complexo de banhos, as famosas termas romanas, por volta de 298 e 306 a.C.. Tinha capacidade para três mil pessoas. Como toda história tem sempre um Papa pelo meio, o Papa Pio IV, por volta de 1560, deu o local para os monges de Santa Cruz em Jerusalém transformarem-no em mais um templo religioso. O trabalho começou em 1563 pelas mãos de ninguém menos que Michelangelo. O salão central foi convertido na igreja de Santa Maria dos Anjos, depois na basílica atual, que é muito diferente porque tem um espaço longitudinal, com três grandes capelas voltadas para o centro e quatro capelas laterais.
Uma vez em Roma, esqueça seus padrões tradicionais de igrejas, aqui se vê de tudo, as mais diferentes possíveis. E é impressionante, elas brotam a cada passo na calçada; portanto, se estiver andando em Roma e tropeçar em algo, faça uma prece porque provavelmente você tropeçou em mais uma igreja.
Ah! Ontem descobri um tal de São Gaspar do Búfalo numa pequena igrejinha do centro. Va bene!!! Chafariz central da Piazza della Repubblica. Lá ao fundo, um dos mais belos monumentos de Roma, o Monumento Vittorio Emmanuelle II, na Piazza Venezia.
Os prédios da Piazza são arredondados, para formar o círculo da praça.
Detalhe do chafariz.
Fachada da Basilica. As fotos de dentro estão todas de lado, não vou postar só de raiva. (rsrs...)
Beijos.
domingo, 8 de abril de 2012
Páscoa em Roma
Feliz Páscoa a todos!
Ou, como se escreve aqui: Pasqua.
O domingo de Páscoa amanheceu claro e ensolarado em Roma. Mas não impediu de haver chuva e frio durante a tarde: uma súbita queda de temperatura após a missa do Papa Bento XVI. Ou, Benedito Sedicesimo, como chamam os italianos. Sedicesimo é décimo sexto em italiano. João Paulo II é Giovanni Paolo Secondo.
Bem, não sou católica nem devota deste Papa que me mete medo e me lembra o Mestre dos Magos, da Caverna do Dragão, mas sou cristã e estou em Roma: domingo de Páscoa em Roma é um acontecimento.
Lamentei o Papa não ser mais João Paulo II, com quem simpatizava, mas não deixei de fazer minhas preces e pedir a Jesus que abençoe este mundo, que tanto precisa. Como ainda não conheço nenhum centro espírita por aqui, fui visitar a igreja que era uma espécie de xodó de João Paulo II - de onde vem o escapulário que ele não tirava do pescoço. Uma igreja dedicada à Madonna Carmelita, colada à Embaixada Brasileira no Vaticano.
Cada vez que entro numa igreja católica em Roma, penso quão distante Deus está desse luxo ostensivo que agride seus filhos famintos ao redor do mundo - e tudo isso dito ser em seu nome. Mas, vá lá... contestações religiosas a parte, procurei buscar Deus dentro de mim naquela igreja silenciosa e calma, pois também acredito que ele está em todos os lugares que o levarmos com nosso coração.
Foi uma bela forma de fazer a minha Páscoa.
No entanto, como disse que Páscoa em Roma é um evento, não poderia deixar de passar na Piazza di San Pietro para fotografar o evento. As escadarias da Basílica se transformaram num grande e belo jardim florido.
As flores de Bento XVI e o palco da celebração. Acima, a famosa sacada do Papa para aparições e mensagens.
Bem de pertinho.
Hoje chegou a fazer 7ºC em Roma - uma grande queda de temperatura nesta época, mas, dizem os romanos, normal no domingo de Páscoa. Neste início de primavera, o dia amanhece com 11ºC a 15ºC, mas vai para a casa dos 21º a 23º ao longo do dia, o que já representa calor - tudo é uma questão de referência, não imaginava tirar o casaco e dizer que estou com calor a 22ºC!!!
Ah! Uma última informação: o feriado de Páscoa aqui na Itália é na segunda-feira (amanhã), não na sexta, como no Brasil. Eles dizem que comemoram a ressurreição, não a crucificação - o que faz total sentido, acho eu.
Beijos.
Ou, como se escreve aqui: Pasqua.
O domingo de Páscoa amanheceu claro e ensolarado em Roma. Mas não impediu de haver chuva e frio durante a tarde: uma súbita queda de temperatura após a missa do Papa Bento XVI. Ou, Benedito Sedicesimo, como chamam os italianos. Sedicesimo é décimo sexto em italiano. João Paulo II é Giovanni Paolo Secondo.
Bem, não sou católica nem devota deste Papa que me mete medo e me lembra o Mestre dos Magos, da Caverna do Dragão, mas sou cristã e estou em Roma: domingo de Páscoa em Roma é um acontecimento.
Lamentei o Papa não ser mais João Paulo II, com quem simpatizava, mas não deixei de fazer minhas preces e pedir a Jesus que abençoe este mundo, que tanto precisa. Como ainda não conheço nenhum centro espírita por aqui, fui visitar a igreja que era uma espécie de xodó de João Paulo II - de onde vem o escapulário que ele não tirava do pescoço. Uma igreja dedicada à Madonna Carmelita, colada à Embaixada Brasileira no Vaticano.
Cada vez que entro numa igreja católica em Roma, penso quão distante Deus está desse luxo ostensivo que agride seus filhos famintos ao redor do mundo - e tudo isso dito ser em seu nome. Mas, vá lá... contestações religiosas a parte, procurei buscar Deus dentro de mim naquela igreja silenciosa e calma, pois também acredito que ele está em todos os lugares que o levarmos com nosso coração.
Foi uma bela forma de fazer a minha Páscoa.
No entanto, como disse que Páscoa em Roma é um evento, não poderia deixar de passar na Piazza di San Pietro para fotografar o evento. As escadarias da Basílica se transformaram num grande e belo jardim florido.
As flores de Bento XVI e o palco da celebração. Acima, a famosa sacada do Papa para aparições e mensagens.
Bem de pertinho.
Hoje chegou a fazer 7ºC em Roma - uma grande queda de temperatura nesta época, mas, dizem os romanos, normal no domingo de Páscoa. Neste início de primavera, o dia amanhece com 11ºC a 15ºC, mas vai para a casa dos 21º a 23º ao longo do dia, o que já representa calor - tudo é uma questão de referência, não imaginava tirar o casaco e dizer que estou com calor a 22ºC!!!
Ah! Uma última informação: o feriado de Páscoa aqui na Itália é na segunda-feira (amanhã), não na sexta, como no Brasil. Eles dizem que comemoram a ressurreição, não a crucificação - o que faz total sentido, acho eu.
Beijos.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Il Piccolo Principe
Comecei minha biblioteca italiana!
Hahahaha... Ouvi daqui os comentários de casa...
Bem, não é novidade minha paixão pelos livros; bem como, não é novidade que estou estudando italiano, então, nada melhor para ampliar vocabulário e aprender a escrever bem a língua que lendo.
Claro que falando a gente aprende muito – muitas novas palavras a cada bate-papo. No entanto, continuamos analfabetos porque não sabemos escrever aquilo que falamos. O italiano tem a dificuldade das letras duplas: cc, pp, tt... Como saber???
Além disto, a gramática fixa melhor na mente e torna-se familiar quando nos acostumamos a ver a estrutura frasal que lemos. Fica mais fácil, mais fluente.
Em suma, leitura sempre é tudo e faz a diferença para qualquer um e para todos.
Como sou iniciante total, ao chegar à livraria fui para a ala de livros infantis, folheei, folheei e fui separando para escolher qual levar primeiro e quais anotar para depois. Em meio a este processo, me deparei com uma prateleira inteira dedicada ao Pequeno Príncipe: livros, cadernos, canetas, estojos, adesivos... Não tive dúvida: o primeiro será este – leitura de miss!!! Hahaha...
Foto inteira de contracapa para quem quiser começar a ler comigo.
Agora vejam só uma coisa: um livro de sucesso, todo em papel couchè, colorido na capa e no miolo, bem encadernado... € 7,90.
Não tentem fazer a conversão, apenas pensem que isso, para eles, equivale a R$ 7,90 para nós. É equivalência de moeda, não conversão. Mas, mesmo que se converta, são aproximadamente R$ 18,00. Lembremos do preço de livro no Brasil!!! As edições mais econômicas que agora são lançadas por aí (eu conheço e tenho alguns) não têm a mesma qualidade de material e impressão. Ler, no Brasil, custa caro. Difícil nossa gente criar o hábito da leitura.
De qualquer forma, sigo lendo em todas as línguas que for capaz.
"A leitura é uma necessidade biológica da espécie. Nenhuma tela e nenhuma tecnologia conseguirão suprimir a necessidade de leitura tradicional."
(Umberto Eco, escritor italiano)
Beijos.
quinta-feira, 29 de março de 2012
Parabéns, Salvador!!!
Hoje é aniversário de 463 anos de Salvador. Minha terra de coração e de alma.
Barreiras é minha terra “biológica”; Salvador minha terra adotiva, adotada e verdadeira, por que bate meu coração.
Aqui de longe, basta falar para me provocar emoção. E qual não é o orgulho quando digo de onde venho e as pessoas ficam maravilhadas: “Sou de Salvador”... “Salvador ‘di’ Bahia?!! Mamma mia!”. Até agora está com o ibope mais alto que o Rio nas terras da pizza e da macarronada.
Claro, Gil tem toda razão: nenhum azul é como o azul da Bahia, por isso é minha cor de devoção. Amo esta música, um poema ao mar, mas não a qualquer mar: ao mar da Bahia, daquele ponto onde só se avista o mar e a Ilha de Itaparica, ou seja, aquele mar de Salvador.
Beira-mar, de Gilberto Gil (claro!!!)
Na terra em que o mar não bate
Não bate o meu coração
O mar onde o céu flutua
Onde morre o sol e a lua
E acaba o caminho do chão
Nasci numa onda verde
Na espuma me batizei
Vim trazido numa rede
Na areia me enterrarei
Na areia me enterrarei
Ou então nasci na palma
Palha da palma no chão
Tenho a alma de água clara
Meu braço espalhado em praia
Meu braço espalhado em praia
E o mar na palma da mão
No cais, na beira do cais
Senti o meu primeiro amor
E num cais que era só um cais
Somente mar ao redor
Somente mar ao redor
Mas o mar não é todo mar
Mar que em todo mundo exista
O melhor, é o mar do mundo
De um certo ponto de vista
De onde só se avista o mar
E a ilha de Itaparica
A Bahia é que é o cais
A praia, a beira, a espuma
E a Bahia só tem uma
Costa, clara, litoral
Costa, clara, litoral
É por isso que é o azul
Cor de minha devoção
Não qualquer azul, o azul
De qualquer céu, qualquer dia
O azul de qualquer poesia
De samba tirado em vão
É o azul que a gente fita
No azul do mar da Bahia
É a cor que lá principia
E que habita em meu coração
E que habita em meu coração
No final do vídeo, Gil fala que fez a música sobre um poema de Caetano. Na verdade, essa fala refere-se à música Sampa, a seguinte a ser tocada no CD Unplugged, mas na edição do áudio não cortaram essa parte. Nesta música, apenas os 5 primeiros versos são de Caetano, que os deu a Gil para finalizar e musicar.
Todas as fotos abaixo fui eu quem fiz.
Um sorriso neste dia de festa!
Parabéns, Salvador!
Que Deus permita que lhe tratem melhor do que andam tratando ultimamente.
Beijos.
Assinar:
Comentários (Atom)






