terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Lembranças dos meus destinos... Roma


“De todos os meios de expressão, a fotografia é o único que fixa para sempre o instante preciso e transitório.”
(Henri Cartier-Bresson)

Só para dar água na boca... Lembranças de cidades que conquistaram meu coração e me fizeram escolhê-las para morar.
Todos me perguntam: “por que Roma?” ou “por que Londres?”. Costumo responder: “coisa de vidas passadas”. Antes de conhecer essas cidades eu já me sentia profundamente atraída por elas, depois de conhecê-las, tive certeza: “já conheço isso aqui e me sinto em casa aqui também”.
Vamos começar a viajar por Roma e Londres de longe mesmo. Milão será novidade; apesar de ter estado lá duas vezes, não saí do aeroporto, pois foram apenas conexões de vôo para outros destinos: Tunísia (África) e a própria Roma.
Hoje é dia de Roma. As fotos...

A Fontana di Trevi foi uma das minhas maiores surpresas em viagem – nenhuma foto jamais me fez imaginar quão grandioso é esse monumento. Imaginava uma bela fonte, Netuno no meio, coisa e tal. Levei alguns minutos para absorver a primeira visão do lugar em minha primeira noite em Roma...

... e precisei voltar durante o dia para ver de novo.

Amo essa paisagem tão inverno, tão seca, tão européia... No calçadão em frente ao Castelo Sant’Angelo, com o rio Tibre correndo atrás.

De braços abertos para essa cidade linda, com a Praça e a Basílica de São Pedro ao fundo.

Momento consumismo na deliciosa Via Del Corso e na Via Tomacelli, visitando a loja Ferrari.

Comprinhas, comprinhas...

Neste dia estava me despedindo das férias e me despedindo de Roma, para tomar o avião no meio da tarde rumo a Salvador. Não imaginava que só voltaria à cidade como residente... e apenas dois anos depois!

Beijos.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Novos olhares... novas cores


Hoje eu recebi um e-mail de minha querida amiga Sabeta (Carla Maria) com a seguinte passagem:

"... uma cidade estrangeira pode anular cerimônias e estranhamentos. Na cidade da gente, nos agarramos aos nossos hábitos e aos nossos vínculos. Estando fora, viramos uns desgarrados e naturalmente nos abrimos para conhecer novas culturas, novos costumes e novas pessoas... O passaporte nos libera não só para entrada em outro país, como também para entrada em outro estilo de vida, muito mais solto do que quando estamos em casa, na nossa rotina repetitiva."
(Martha Medeiros, em Feliz Por Nada)

Lembro de ter folheado este novo livro de Martha na livraria e aberto exatamente na página desta crônica, onde ela discorre sobre um encontro inesperado, em uma cidade estrangeira, com uma pessoa que ela via quase todos os dias em Porto Alegre, cidade onde moram, cruzando-se nas caminhadas matinais e outras situações inesperadas. Ela fala da surpresa por nunca ter passado do “bom dia” com a mulher e de repente, ao se encontrarem no exterior, se falarem, jantarem juntas, passearem e fazerem amizade. Adorei a crônica e me prometi comprar o livro na próxima oportunidade, com a fila do caixa menor para pagar. Daí recebo este e-mail com um trecho da crônica. Tenho que comprar o livro: nenhum sacrifício, pois tenho vários livros da Martha e gosto de todos.

Mas, vale mesmo a reflexão, como respondi a Carla, de que é exatamente isso que nos acontece quando viajamos, como nos libertamos do valores, dos padrões de nosso meio e ficamos mais livres, receptivos, comunicativos, com novos olhares. Lembrei de quando morei nos EUA e era assim: tantas amizades mais fáceis de fazer, pequenos prazeres que não me dava em casa.
Bom, que isso seja um estímulo para minha mudança: novos sabores, novas cores, novos odores, novos amores... Mas que também seja estímulo para nos permitirmos mais onde quer que estejamos – mesmo que em casa “na nossa rotina repetitiva”.
Um viva ao viver mais e melhor!!!

Beijos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Tradições de Ano Novo

São muitas as tradições e, principalmente, as superstições que animam as festas de ano novo. Cada um tem uma orientação sobre o que comer (lentilha, uva, romã – mas não pode mais comer o peru do natal, etc.); sobre que cor usar (branco tradicional, amarelo para pro$peridade, rosa para amor, vermelho para paixão...); sobre o que fazer (pular sete ondas, por exemplo)...
Bem, nesse momento fashion compulsivo que vivemos, as mulheres ganharam mais uma preocupação de fim de ano: que cor de esmalte usar? Como eu já soube que laranja será, juntamente com branco, a cor da estação, optei por colorir as unhas com laranja forte e gliter prateado – isso para ficar na família do amarelo (pro$peridade) com o toque a mais de energia do laranja e um pouco de brilho que todo mundo merece, né?


Esse réveillon teve um gosto especial de despedida, esperança, mudança, abertura de uma vida nova: um ano novo que já sei será realmente novo, em todos os sentidos da palavra. E, para completar, teve uma superstiçãozinha a mais!
Fui comemorar o ano novo em Guarajuba com a família, na casa de primas queridas. Saí de Salvador no sábado à tarde direto para lá, com a mochilinha pronta para tomar banho e me arrumar lá, depois da última caminhada do ano pela praia. Depois do banho, maquiagem, cabelo (tudo festivo mas simples, com cara de praia) procuro mais embaixo na mochila e cadê a roupa do réveillon?!!! Esqueci em Salvador. De manhã arrumei a roupa, pedi a mainha para passar a blusa florida nova e linda, coloquei no cabide para levar sem amassar... esqueci.
Fui logo perguntando: qual a superstição para quem esquece a roupa do réveillon? Minha sobrinha Juliana salvou minha vida: “quer dizer que você vai partir para sua vida nova esquecendo o passado e construindo tudo novo, sem apego”. Gente!!! Eu amei. Comecei a experimentar roupas de todo mundo e montei meu look mais alternativo de todos os réveillons na vida, mas foi colorido e vibrante. Tinha peças minhas, peças das sobrinhas, das primas, peças novas, peças usadas: foi um mosaico de alegria e solidariedade porque todo mundo veio procurar/oferecer algo, dar sugestão e tentar salvar meu réveillon, pois na mochila só tinha mais o biquíni e a canga do dia seguinte. Até batom de presente eu ganhei: laranja metálico!


Enfim, não podia ter sido melhor e mais simbólico meu réveillon para começar esse ano tão novo e no qual precisarei tanto de tudo que vivi nesses poucos minutos de arrumação: desapego, improviso, superação de obstáculos sem perder o humor, solidariedade, união, palavras de incentivo. Minhas mocinhas queridas (primas e sobrinhas) que dividiram o quarto comigo e me produziram para a festa: adorei!
Que venha 2012!!!!!

Beijos.